PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA Primeira Câmara Cível PROCESSO: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO N. 8004438-44.2025.8.05.0000 ÓRGÃO JULGADOR: PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL EMBARGANTES: J.U. UNGARO AGRO PASTORIL LTDA - E OUTROS ADVOGADO(S): LEANDRO HENRIQUE MOSELLO LIMA, MARCELO SENA SANTOS EMBARGADOS: DARLENE SOARES DE JESUS E OUTROS (3) ADVOGADO(S) AMÉRICO BARBOSA NASCIMENTO EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS PREVISTOS NO ART. 1.022 DO CPC. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO REJEITADO. I. CASO EM EXAME 1. Embargos de Declaração opostos por Jadir Ungaro e pela J.U Ungaro Agro Pastoril Ltda.., em face do acórdão que deu provimento ao Agravo de Instrumento nº 8004438-44.2025.8.05.0000, cassando a decisão proferida na Ação de Reintegração de Posse nº 0000249-21.2014.8.05.0203, aforada em desfavor de Darlene Soares de Jesus e Outros. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. Verificar se houve omissão no pronunciamento colegiado. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. Os Declaratórios possuem caráter integrativo e são cabíveis, apenas, para sanar omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais, consoante o disposto no art. 1.022 do CPC. 4. No caso concreto, o decisum hostilizado analisou devidamente os fundamentos apresentados pelas partes, não havendo omissão a ser suprida. 5. Os Aclaratórios não se prestam à rediscussão do mérito ou à reapreciação de matérias já enfrentadas. IV. DISPOSITIVO 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Embargos de Declaração, no Agravo de Instrumento n° 8004438-44.2025.8.05.0000, figurando como Embargantes JADIR UNGARO e J.U. UNGARO AGRO PASTORIL LTDA., sendo Embargados DARLENE SOARES DE JESUS e OUTROS. Acordam os Desembargadores integrantes da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, à unanimidade de votos, em CONHECER E REJEITAR OS ACLARATÓRIOS.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA
PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL
| DECISÃO PROCLAMADA |
Rejeitado Por Unanimidade
Salvador, 16 de Junho de 2026.
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA Primeira Câmara Cível PROCESSO: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO N. 8004438-44.2025.8.05.0000 ÓRGÃO JULGADOR: PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL EMBARGANTES: J.U. UNGARO AGRO PASTORIL LTDA - E OUTROS ADVOGADO(S): LEANDRO HENRIQUE MOSELLO LIMA, MARCELO SENA SANTOS EMBARGADOS: DARLENE SOARES DE JESUS E OUTROS (3) ADVOGADO(S) AMÉRICO BARBOSA NASCIMENTO RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela J.U UNGARO AGRO PASTORIL LTDA. e por JADIR UNGARO, em face do acórdão que deu provimento ao Agravo de Instrumento nº 8004438-44.2025.8.05.0000, para cassar a decisão prolatada na Ação de Reintegração de Posse nº 0000249-21.2014.8.05.0203, movida em desfavor de DARLENE SOARES DE JESUS e OUTROS. Em suas razões, sustentaram a existência de omissão no julgamento colegiado, pois deixou de enfrentar o fato de que a mediação já estava sendo viabilizada no primeiro grau, por intermédio da Comissão Regional de Soluções Fundiárias. Defenderam que “a remessa dos fólios à Comissão, longe de caracterizar nova reintegração, constituiu providência de conformação institucional do cumprimento de ordem já concedida, em estrita observância às balizas traçadas pela ADPF nº 828 e ao modelo organizacional instituído pelo Decreto Judiciário nº 367/2024”. Concluíram, pugnando pelo acolhimento dos Aclaratórios. Sem contrarrazões, consoante a certidão de id. 101211429. É o relatório. Inclua-se em pauta. Salvador, 20 de maio de 2026. DES. LIDIVALDO REAICHE Relator
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA Primeira Câmara Cível PROCESSO: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO N. 8004438-44.2025.8.05.0000 ÓRGÃO JULGADOR: PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL EMBARGANTES: J.U. UNGARO AGRO PASTORIL LTDA - E OUTROS ADVOGADO(S): LEANDRO HENRIQUE MOSELLO LIMA, MARCELO SENA SANTOS EMBARGADOS: DARLENE SOARES DE JESUS E OUTROS (3) ADVOGADO(S) AMÉRICO BARBOSA NASCIMENTO VOTO A insurgência é tempestiva, bem como atende aos demais requisitos de admissibilidade. Inicialmente, sabe-se que os Embargos Declaratórios caracterizam espécie de recurso de embasamento vinculado, somente admitidos nas hipóteses taxativamente preconizadas no art. 1.022, incisos I a III, do CPC (obscuridade, contradição ou omissão da decisão ou acórdão), ainda que opostos para fins meramente prequestionadores. Segundo Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero,1, a omissão se configura numa ausência de apreciação completa do órgão jurisdicional sobre os fundamentos levantados pelas partes em seus arrazoados. Da mesma sorte, Daniel Amorim Assumpção Neves2 ressalta que: “A omissão refere-se à ausência de apreciação do ponto ou questão relevante sobre a qual o órgão jurisdicional deveria ter se manifestado, inclusive as matérias que deva conhecer de ofício (art. 1.022, II, do Novo CPC)”. No caso sub examine, patente a inexistência do vício aduzido, porque cristalino o acórdão hostilizado, ao se pronunciar acerca dos motivos pelos quais a decisão primeva merecia ser cassada, notadamente, a imprescindibilidade da designação de audiência de mediação, para fins de nova determinação de reintegração, ex vi do art. 565, §1º, do CPC. Gize-se que os Aclaratórios, instrumento integrativo, visam, tão somente, corrigir vícios de natureza formal do julgado, pelo que não se prestam a conduzir aos fólios a insatisfação da parte, quanto à conclusão adotada pelo Órgão julgador, como se vê no presente caso, no qual pretendem os Recorrentes o revolvimento de questões já decididas, o que não se admite. Nessa linha de intelecção, os seguintes arestos: “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. PRETENSÃO DE SE REDISCUTIR A LIDE. PREQUESTIONAMENTO DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração consubstanciam instrumento processual apto a suprir omissão do julgado ou dele excluir obscuridade e contradição, nos termos do art. 535 do CPC, não se prestando para rediscutir a lide. 2. O acórdão que julgou o agravo regimental em recurso especial apreciou, fundamentadamente, as questões necessárias à solução da controvérsia, dando-lhes solução jurídica diversa da pretendida pela embargante. 3. É incabível a utilização de embargos de declaração para prequestionamento de matéria constitucional, a fim de viabilizar a interposição de recurso extraordinário. Precedentes do STJ. 4. A contrariedade à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, acaso existente, deve ser alegada pelo meio processual próprio, qual seja, o dos embargos de divergência. 5. Embargos de declaração rejeitados.” (STJ, EDcl no Resp 1241856/PR, Rel. Min. OG FERNANDES, 2ª TURMA, 09/09/2014); DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. VÍCIOS. INEXISTÊNCIA. REDISCUSSÃO. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS NÃO ACOLHIDOS. I - É inviável o acolhimento de embargos declaratórios, quando não existe omissão, obscuridade ou contradição, ou, ainda, erro material na decisão embargada. II – Os fundamentos necessários à formação do convencimento desta Corte de Justiça acerca dos argumentos suscitados pelo embargante foram devidamente destacados no acórdão recorrido. III – Patenteada a inexistência dos vícios previstos no artigo 1.022 do Diploma Processual Civil, impõe-se a rejeição dos embargos aclaratórios. VISTOS, relatados e discutidos estes Embargos de Declaração 0000100-16.2015.8.05.0033.1.ED, sendo Embargante MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DA VITÓRIA e Embargada MARIA MENDES COSTA SANTOS. ACORDAM os Desembargadores integrantes da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, à unanimidade, em NÃO ACOLHER OS EMBARGOS DECLARATÓRIOS, pelas razões ora esposadas. Sala de Sessões, PRESIDENTE DESA. SILVIA CARNEIRO SANTOS ZARIF RELATORA PROCURADOR(A) DE JUSTIÇA ( Classe: Embargos de Declaração,Número do Processo: 0000100-16.2015.8.05.0033,Relator(a): SILVIA CARNEIRO SANTOS ZARIF,Publicado em: 12/04/2021 ). Destarte, verifica-se que os Insurgentes objetivam, em verdade, ver a decisão guerreada substituída por outra, mediante a rediscussão de matérias já apreciadas, extrapolando, por conseguinte, os contornos legais estabelecidos para os Declaratórios. Ex positis, CONHEÇO E REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, ante a ausência dos vícios preconizados pelo art. 1.022 do CPC, preservando o comando judicial em todos os seus termos. Salvador, Sala das Sessões, data conforme o protocolo de assinatura digital. DES. LIDIVALDO REAICHE Relator 1Código de Processo Civil Comentado Artigo por Artigo, 2008, p. 548/549. 2Novo Código de Processo Civil Comentado artigo por artigo, ed. Jus Podivm, 2016, p.1.715.