PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA Terceira Câmara Cível MAF 09 Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO, SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO, FUNDAMENTADO NO ART. 485, INCISO III, DO CPC. NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL. INTIMAÇÃO PESSOAL DA PARTE AUTORA PARA SUPRIR A INÉRCIA ANTES DA EXTINÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. ABANDONO OU NEGLIGÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. ANULAÇÃO DA SENTENÇA EXTINTIVA. APLICAÇÃO DO ART. 485, § 1º, DO CPC. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. SENTENÇA CASSADA. I. Caso em exame 1. Recurso de apelação interposto contra sentença que extinguiu, sem resolução do mérito, sob o fundamento de inércia da parte autora quanto aos atos e diligências processuais. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em verificar a regularidade da extinção do processo por abandono, nos termos do art. 485, III, do CPC, sem a prévia intimação pessoal da parte autora para suprir a falta no prazo legal. III. Razões de decidir 3. A extinção do feito com base no art. 485, III, do CPC exige a intimação pessoal do autor, conforme determina o § 1º, do mesmo artigo. 4. A ausência dessa intimação pessoal configura vício processual, acarretando nulidade da sentença por cerceamento de defesa. 5. A jurisprudência do STJ e deste Tribunal reconhece a imprescindibilidade da intimação pessoal como condição para validade da extinção por abandono. IV. Dispositivo e tese 6. Recurso conhecido e provido. Tese de julgamento: "É nula a sentença que extingue o feito por abandono da causa, nos termos do art. 485, III, do CPC, sem que tenha havido intimação pessoal da parte autora para manifestação no prazo legal." Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 485, III e § 1º. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgInt nos EDcl no REsp nº 1703824/PR, Rel. Min. Raul Araújo, 4ª Turma, j. 13.08.2019; TJBA, Apelação Cível nº 0300578-86.2012.8.05.0022, Rel. Des. Silvia Carneiro Santos Zarif, 1ª Câmara Cível, j. 21.12.2022; TJBA, Apelação Cível nº 8002129-88.2020.8.05.0141, Rel. Des. Adriana Sales Braga, 5ª Câmara Cível, j. 29.04.2022. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos da Apelação n° 0500326-94.2015.8.05.0022; Recorrente: Banco Bradesco S/A; Recorrido: Helcivan de Almeida Correia; ACORDAM os Desembargadores que integram a Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, à unanimidade, em CONHECER E DAR PROVIMENTO AO RECURSO, anulando a sentença recorrida, nos termos do voto do Relator. Salvador, data registrada no sistema. Presidente Des. Antonio Maron Agle Filho Relator
Processo: APELAÇÃO CÍVEL n. 0500326-94.2015.8.05.0022
Órgão Julgador: Terceira Câmara Cível
APELANTE: BANCO BRADESCO SA
Advogado(s): PAULO EDUARDO PRADO (OAB:BA33407-A)
APELADO: HELCIVAN DE ALMEIDA CORREIA
Advogado(s):
ACÓRDÃO
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA
TERCEIRA CÂMARA CÍVEL
| DECISÃO PROCLAMADA |
Conhecido e provido Por Unanimidade
Salvador, 4 de Março de 2026.
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA Terceira Câmara Cível MAF 09 Trata-se de recurso de apelação cível, interposta pelo BANCO BRADESCO S/A, contra sentença proferida pelo MM. Juízo de Direito da 3ª Vara de Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais da Comarca de Barreiras/BA, que, na Ação de Busca e Apreensão ajuizada em desfavor de HELCIVAN DE ALMEIDA CORREIA, extinguiu o feito, sem resolução do mérito, por abandono da causa, fundamentado na ausência da parte autora em não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, nos termos do art. 485, inciso III, do CPC. Em suas razões recursais, aduz, o apelante, que não foi pessoalmente intimado para cumprir a determinação judicial, nos termos exigidos pelo §1º, do art. 485, do CPC, o que caracteriza, no seu entender, nulidade absoluta da sentença. Sustenta que a extinção do feito, com base no art. 485, III do CPC, depende da intimação pessoal da parte para suprir a omissão no prazo de 5 dias, o que não teria ocorrido nos autos. Invoca expressamente o §1º, do referido dispositivo, arguindo vício insanável. Alega, ainda, que juntou aos autos, em 29/01/2025, demonstrativo de débito atualizado, atendendo à ordem judicial, antes da prolação da sentença, em 19/02/2025. Alude, também, a existência de interesse de agir e do princípio da primazia do julgamento do mérito, argumentando que a extinção por abandono é medida extrema e contrária ao escopo do processo civil contemporâneo, que prioriza a resolução de mérito. Pugna, por fim, pelo conhecimento e pelo provimento do recurso, para a anular a sentença extintiva, com o consequente retorno dos autos ao juízo de origem, para regular prosseguimento do feito. Preparo recursal recolhido, IDs 93823109 e 93823110. Contrarrazões não apresentadas, tendo em vista que não foi triangularizada a relação processual. Vieram os autos encaminhados a esta Instância Superior, distribuídos à Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, cabendo-me, por sorteio, a relatoria do feito. Examinados os autos, então, lanço o presente relatório, encaminhando-os à Secretaria, nos termos do art. 931, do Código de Processo Civil, para inclusão do feito em pauta de julgamento. Salvador/BA, data registrada no sistema. Des. Antônio Maron Agle Filho Relator
Processo: APELAÇÃO CÍVEL n. 0500326-94.2015.8.05.0022
Órgão Julgador: Terceira Câmara Cível
APELANTE: BANCO BRADESCO SA
Advogado(s): PAULO EDUARDO PRADO (OAB:BA33407-A)
APELADO: HELCIVAN DE ALMEIDA CORREIA
Advogado(s):
RELATÓRIO
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA Terceira Câmara Cível MAF 09 Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do presente recurso. Trata-se de recurso de apelação cível, interposta pelo BANCO BRADESCO S/A, contra sentença proferida pelo MM. Juízo de Direito da 3ª Vara de Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais da Comarca de Barreiras/BA, que, na Ação de Busca e Apreensão ajuizada em desfavor de HELCIVAN DE ALMEIDA CORREIA, extinguiu o feito, sem resolução do mérito, por abandono da causa, nos seguintes termos: “...Foi determinado prazo para parte autora cumprir diligência para o necessário prosseguimento do feito, sob pena de extinção. Superveniente a Certidão de Cartório atestou a inércia autoral, impõe-se a extinção do feito por abandono da causa, por não promover os atos processuais que lhe incumbiam e por razão do feito está parado há quase três anos. Ante o exposto, EXTINGO O FEITO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO, consoante art. 485, III, CPC. Após o trânsito em julgado, arquivem-se sem custas. Eventuais custas remanescentes, pelo Autor. .…” Cinge-se a controvérsia, em apertada síntese, a se definir se houve ausência de intimação da parte recorrente para promover diligências cabíveis ao suprimento de omissão, o que ensejaria a anulação da sentença extintiva. Pois bem. Dispõe o artigo 485, do CPC: Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: I - quando o juiz indeferir a petição inicial; II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes; III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias; (...) VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; § 1º Nas hipóteses descritas nos incisos II e III, a parte será intimada pessoalmente para suprir a falta no prazo de 5 (cinco) dias. - destaque meu No caso dos autos, verifica-se que, diante da não localização do bem objeto da garantia fiduciária, o Banco recorrente requereu a conversão da ação de busca e apreensão em ação de execução. O juízo de origem determinou que a parte autora apresentasse planilha atualizada de débito, como condição para a conversão pretendida. Não obstante conste nos autos certidão cartorária de inércia, a parte autora apresentou a juntada da planilha requerida, ainda que de forma tardia, e, mais importante, não fora, ela, intimada pessoalmente nos moldes exigidos pela legislação processual para configurar o abandono da causa. Consabido, necessária a intimação pessoal da parte autora para que se configure validamente o abandono da causa. Neste sentido, colhe-se o entendimento do E. Superior Tribunal de Justiça: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. EXTINÇÃO DO PROCESSO POR ABANDONO DA CAUSA. NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DA PARTE AUTORA. ENDEREÇO NÃO ATUALIZADO. CARTA REGISTRADA DEVOLVIDA. INTIMAÇÃO POR EDITAL. NECESSIDADE. AGRAVO PROVIDO. 1. Para a extinção do processo por abandono da causa, é necessário o requerimento do réu (Súmula 240/STJ) e a intimação pessoal do autor, sendo dispensável a intimação de seu advogado. 2. Se a intimação pessoal do autor for frustrada por falta de endereço correto, deve-se proceder à intimação por edital. Somente após, se o autor permanecer silente, é que poderá ser extinto o processo sem resolução do mérito, por abandono de causa. 3. A ratio do legislador em determinar a intimação pessoal do autor parece estar atrelada ao fato de o abandono da causa, muitas vezes, decorrer de deficiente atuação de seu advogado, que, em descompasso com os interesses da parte e sem que esta saiba, deixa de promover atos processuais, embora seja quem possua a capacidade postulatória, inclusive a referente ao dever de atualização nos autos do endereço, na forma exigida pela legislação processual (arts. 106 e 274 do CPC de 2015; arts. 39 e 238 do CPC de 1973). 4. Devem, por isso, ser esgotados os meios legais para a comunicação do autor (e não do advogado) para que manifeste interesse ou não no prosseguimento da demanda, sendo o silêncio entendido como ausência deste. 5. Agravo interno provido para, alterando a fundamentação do julgado, negar provimento ao recurso especial. (STJ - AgInt nos EDcl no REsp: 1703824 PR 2017/0247303-8, Relator: Ministro RAUL ARAÚJO, Data de Julgamento: 13/08/2019, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 27/08/2019) - destaque meu AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ABANDONO. PRESSUPOSTO. DESÍDIA. INEXISTÊNCIA. REEXAME. SÚMULA Nº 7/STJ. SENTENÇA. ANULAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. FUNDAMENTO. SÚMULA Nº 283/STJ. 1. A extinção do processo por abandono requer a conclusão pela desídia do autor que, intimado pessoalmente, deixa de diligenciar no feito. 2. Concluindo o Tribunal de origem que a parte não foi desidiosa, diligenciando no processo quando instada, reexaminar a questão encontra o óbice de que trata a Súmula nº 7/STJ. 3. Não impugnado o fundamento do acórdão que anulou a sentença também por cerceamento de defesa, incidem as disposições da Súmula nº 283/STF. 4. Agravo regimental não provido. (STJ - AgRg no AREsp: 304443 MA 2013/0053605-8, Relator: Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Data de Julgamento: 20/10/2015, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 27/10/2015) destaque meu Esse, também, o entendimento deste Tribunal de Justiça: PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA Primeira Câmara Cível Processo: APELAÇÃO CÍVEL n. 0300578-86.2012.8.05.0022 Órgão Julgador: Primeira Câmara Cível APELANTE: FIRMINO BORGES Advogado (s): THIAGO RODRIGUES PEDRA, DALMO LUIZ CAVALCANTE RIBEIRO FILHO APELADO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL Advogado (s): ACORDÃO APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO ORDINÁRIA. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. ABANDONO DA CAUSA. NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DA PARTE AUTORA, CONFORME ART. 485, § 1º, DO CPC. INOCORRÊNCIA. SENTENÇA ANULADA. APELAÇÃO PROVIDA. I – A extinção do processo sem exame do mérito, com base no abandono do feito pela parte autora, deve atender à forma prevista na lei processual. Assim, não poderia ser ignorada a regra do artigo 485, § 1º, do CPC, que determina a intimação pessoal da parte para dar andamento ao feito. II – Além de não ter sido a parte autora intimada pessoalmente, não houve requerimento do réu, a teor do que estabelece a Súmula n. 240 do STJ. III - Apelação provida. Vistos, relatados e discutidos estes autos da Apelação Cível nº 0300578-86.2012.8.05.0022, de Barreiras, sendo Apelante FIRMINO BORGES; e Apelado INSS – INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. ACORDAM os Desembargadores integrantes da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, à unanimidade, em DAR PROVIMENTO ao presente Recurso, e assim o fazem pelos motivos a seguir expostos. Sala das Sessões, PRESIDENTE DESA. SILVIA CARNEIRO SANTOS ZARIF RELATORA PROCURADOR (A) DE JUSTIÇA (TJ-BA - APL: 03005788620128050022 1ª Vara de Feitos de Rel de Cons. Cível e Comerciais - Barreiras, Relator: SILVIA CARNEIRO SANTOS ZARIF, PRIMEIRA CAMARA CÍVEL, Data de Publicação: 21/12/2022) - destaque meu PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA Quinta Câmara Cível Processo: APELAÇÃO CÍVEL n. 8002129-88.2020.8.05.0141 Órgão Julgador: Quinta Câmara Cível APELANTE: JORGE LUIZ PASSOS MISSIAS Advogado (s): ELIENE FREIRE MACIEL APELADO: ESTADO DA BAHIA Advogado (s): ACORDÃO APELAÇÃO CÍVEL. ABANDONO DA CAUSA NÃO CONFIGURADO. NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DA PARTE ANTES DA EXTINÇÃO. ART. 485, § 1º, DO CPC/15. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. SENTENÇA ANULADA. 1- Infere-se dos autos que a extinção por abandono da causa não foi precedida da indispensável intimação pessoal, conforme estatui o art. 485, § 1º, do CPC/15. 2- Destarte, é evidente o error in procedendo, impondo-se a invalidação do pronunciamento judicial, sem prejuízo de que o juízo de primeiro grau volte a extinguir o feito, após a intimação pessoal, caso constate o abandono ou a negligência da parte. 3- Recurso conhecido e provido. Vistos, relatados e discutidos estes autos de n. 8002129-88.2020.8.05.0141, em que figuram como apelante JORGE LUIZ PASSOS MISSIAS e como apelado ESTADO DA BAHIA. ACORDAM os Desembargadores integrantes da Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. (TJ-BA - APL: 80021298820208050141 2ª V DOS FEITOS DE REL. DE CONS, CÍVEIS E COMERCIAIS DE JEQUIÉ, Relator: ADRIANA SALES BRAGA, QUINTA CAMARA CÍVEL, Data de Publicação: 29/04/2022) - destaque meu A ratio legis do art. 485, §1º, do CPC, como bem pontua a jurisprudência do STJ, decorre da preocupação de evitar que a desídia do patrono seja imputada à parte, sem que ela tenha conhecimento e oportunidade de sanar o vício. A ausência de intimação pessoal, portanto, viola o contraditório e a ampla defesa, tornando nula a sentença de pleno direito. No caso em análise, a sentença foi proferida sem a prévia intimação pessoal do autor para suprir a omissão, circunstância que configura evidente nulidade processual, passível, pois, de correção em sede recursal. Ademais, o Banco recorrente demonstrou interesse na continuidade da demanda, promovendo a juntada dos documentos requisitados e interpondo o presente recurso com fundamentação detalhada, o que reforça ainda mais a ausência de desídia. Assim sendo, a extinção do feito revela-se precipitada e eivada de nulidade, não sendo admissível a imposição de gravame à parte sem o respeito ao devido processo legal. Conclusão: Ante o exposto, destarte, voto no sentido de CONHECER E DAR PROVIMENTO AO RECURSO, anulando a sentença objurgada, para determinar o retorno dos autos à unidade de origem para regular prosseguimento do feito, observando-se, caso persista eventual inércia, o procedimento previsto no art. 485, §1º, do Código de Processo Civil, via de consequência. É, pois, como me pronuncio. Salvador/BA, data registrada no sistema. Des. Antônio Maron Agle Filho Relator
Processo: APELAÇÃO CÍVEL n. 0500326-94.2015.8.05.0022
Órgão Julgador: Terceira Câmara Cível
APELANTE: BANCO BRADESCO SA
Advogado(s): PAULO EDUARDO PRADO (OAB:BA33407-A)
APELADO: HELCIVAN DE ALMEIDA CORREIA
Advogado(s):
VOTO